Os psicolinguístas tem procurado dar especial atenção à aquisição da escrita que, segundo eles, representa mais que um treinamento de habilidades visomotoras e do aprendizado técnico da relação grafema-morfema. Na visão, desses estudiosos, esse processo começa no momento em que a criança inicia seu contato com materiais escritos. À proporção que as crianças, imersas na sociedade letrada, vão se desenvolvendo, suas interações vão sendo traspassadas para o discurso escrito.
Assim, ao se apropriar da escrita a tendência natural da criança é transferir todo seu conhecimento, baseado na linguagem oral para a escrita, pois há entre essas modalidades uma estreita relação de interação. Nas tentativas de escrita, a criança não procura copiar mas representar o que ela imagina que seja a escrita.
A construção do conhecimento
Como já foi destacado, a criança percorre uma trajetória própria na construção da sua linguagem, esta leva em consideração os valores culturais e sociais que determinarão sua relação de interação com objetivo de conhecimento. Para tal construção ocorrerá uma relação dialógica entre adulto e criança.
A criança ao construir seu conhecimento linguístico o faz a partir da formulação de hipóteses sobre estruturas que segundo Smith (1991, p.220) "agem sobre regras para a formação de vocalização, colocando-as em uso por representarem um significado." Isto significa que aprendem porque inicialmente podem formular suposições acerca do significado de uma frase mediante a situação na qual foi pronunciada.
Dentro deste contexto, a criança é autora de suas produções, o que as torna heterogêneas, o que nos permite verificar a variação em função dos conteúdos e das realidades como portadoras de uma competência linguística.

